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Nova roupagem para uma nova fase do negócio

Nova roupagem para uma nova fase do negócio

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Com o reposicionamento e inclusão de serviços ao portfólio, Marcelo Berbert, da dedetizadora Berbert, investiu em nova identidade visual e na revitalização do projeto de interiores

Redesign do logotipo, novas cores, revitalização do projeto de interiores e nova forma de comunicar o reposicionamento da marca, tudo de forma coordenada e padronizada. A dedetizadora Berbert, de Maringá, passa por essas e outras mudanças para aprofundar o relacionamento com os clientes e expandir o negócio.

A identidade visual foi repaginada, preservando características importantes da empresa que possui mais de 40 anos. O novo ícone principal representa proteção e o ato de pulverizar. A cor predominante, o vermelho, agora ganhou contraste com o azul petróleo, a fim de transmitir modernidade e segurança. A tipografia também mudou para uma opção atual e exclusiva, alinhada aos objetivos da marca. 

Os uniformes dos 23 colaboradores, cartões de visita e redes sociais carregam os novos conceitos, presentes no site que está em processo de finalização. Todo o projeto começou em agosto de 2020, sofreu atrasos por conta da pandemia, mas deve ser concluído neste ano após a reforma da sede, que contempla fachada e ambiente interno. “Trata-se de um reposicionamento estratégico devido a uma nova fase da empresa. O projeto de rebranding abarcou identidade visual, que além de fidelizar clientes e transmitir mais confiança, nos ajudará a atingir objetivos maiores. Pensamos em transformar o negócio em franquia”, comenta o diretor Marcelo Berbert. 

Além de serviços como pequenos reparos e desentupimento, incorporados recentemente, as equipes estão trabalhando para obter a certificação ISO. “O rebranding e o novo visual vieram para costurar tudo isso. O processo envolve estudo de como as pessoas compram e enxergam nosso negócio”, diz. 

O empresário conta que os clientes têm dado feedback positivo. Para ele, a fidelização é o mais importante, considerando um mercado em que o crescimento exponencial é difícil. “O foco está em como os consumidores enxergam a marca, bem como o público interno, pensando em um crescimento gradual.” 

Jovem e conectada

Próxima de completar 46 anos, a imobiliária Silvio Iwata acaba de inaugurar a nova roupagem para transmitir aos clientes as mudanças pelas quais a empresa passou. Segundo a diretora Thais Iwata, a forma de pensar mudou, o negócio cresceu e processos foram alterados no decorrer da pandemia. “Não estávamos refletindo por fora o que somos por dentro. A mudança é importante porque traz frescor, uma nova forma de comunicar, sob um conceito jovem, conectado e atual, que é a forma como nos sentimos, sem perder a tradição”, conta. 


Para comunicar um conceito jovem e conectado, a imobiliária Silvio Iwata investiu em nova comunicação, cujo processo levou um ano, na foto a diretora Thais Iwata e a equipe

Como o verde-escuro é a ‘cara’ da marca, o tom foi valorizado com o acréscimo de subtons e do branco. A paleta, tipografia e design foram aplicados em logotipo, site, uniformes, crachás, canetas, ambiente interno, fachada e baseiam o projeto de uma filial que será inaugurada nas próximas semanas.

Thais explica que entre o desejo de mudar e a execução o processo levou um ano. A empresa escolhida para realizar o trabalho levou em conta conceitos como credibilidade, humanidade, tecnologia e paixão pelo negócio. “Foram muitas reuniões. Cada letra, jogo de cores e aspecto é analisado para transmitir a mensagem que queremos. Melhoramos tanto a nossa eficiência e estamos abertos a mudanças e inovações que precisávamos evidenciar. Precisávamos nos conectar com o público e mostrar nossa essência e espírito renovado”, detalha a empresária. 

Vitrine e iluminação

A identidade visual é muito mais do que o logotipo. Trata-se de um conjunto de elementos gráficos que posicionam a marca, representando e transparecendo o que ela acredita, como valores, propósito e missão. “É o que te faz único”, frisa a arquiteta Vanessa Aderaldo, especializada em arquitetura empresarial e integrante do núcleo setorial de Arquitetura e Urbanismo do programa Empreender. “E por meio da arquitetura, do branding e do visual merchandising é possível concretizar a marca em um ponto de venda, trazendo identidade e pertencimento”, acrescenta. 


Vanessa Aderaldo, arquiteta: a fachada deve apresentar o posicionamento da marca e ser um convite ao cliente

Vanessa explica que, na arquitetura, a identidade visual é desempenhada para transmitir valores e propósitos atrelada a um layout funcional, que atenda às necessidades do negócio. “Devemos concretizar isso inicialmente na fachada, onde deve ser apresentado o posicionamento da marca e um convite ao cliente. Outros fatores importantes são as cores e texturas, pois transmitem sensações, a iluminação destacando pontos focais e o mobiliário, atendendo às necessidades do ambiente e proporcionando diferenciação por ser coerente com a essência da empresa”, diz. 

De acordo com a arquiteta, os espaços devem ser planejados pensando nas pessoas. Por isso, é importante conhecer o cliente e as necessidades dos colaboradores. No caso de uma loja de roupas, um dos pontos primordiais quando se fala em layout é a vitrine, atrativa e eficaz. Depois, o primeiro contato dos clientes com os produtos deve ser iniciado pelas novidades. Na disposição o meio fica reservado para o produto carro-chefe e o fundo, para provadores e caixa. As cores devem ser utilizadas em consonância com a identidade da marca e valorizar os produtos. A arquiteta destaca que a iluminação deve expressar as cores dos produtos adequadamente. 

Já no caso de restaurantes são recomendadas cores como vermelho, amarelo e laranja, além do verde, especialmente no caso de comidas saudáveis. Vanessa ressalta que nesses estabelecimentos a iluminação é capaz de proporcionar atmosferas acolhedoras, pontos focais e demarcação de espaços e circulação. “Por ser um ambiente com comidas, a memória e a sinestesia são os grandes aliados. Quando pensamos em identidade visual, no caso de restaurantes precisamos pensar na praticidade, funcionalidade e aconchego e circulação.”

De modo geral, Vanessa destaca que as empresas devem pensar em espaços e marcas que gerem emoção, fidelizando também por meio de atendimento impecável e comunicando tudo de forma assertiva. “Precisamos entender como o consumidor pensa e sente para, assim, conseguirmos atingir o senso de pertencimento, que é onde conseguimos a fidelização.”


Para favorecer a compra, visual merchandising 

Junto à identidade visual da marca, o visual merchandising é uma estratégia do varejo aplicada no ponto de venda para criar um ambiente favorável à compra. Na loja Aqui Agora, o objetivo é transmitir a imagem de uma marca que acompanha a evolução do mercado, mas que coloca o cliente em primeiro lugar. “Pensamos sempre no bem-estar do consumidor, queremos atender a todos e, por isso, temos um enorme mix de produtos e preço competitivo”, comenta o visual merchandising, Renan Passos.


Para Renan Passos, do Aqui Agora: “o visual, o produto e o preço são fatores que mantêm o cliente. O visual merchandising vende”

No Aqui Agora todos os sentidos são explorados, inclusive o paladar na lanchonete e cafeteria. Lá o visual é o ponto mais importante. “Temos essa preocupação diariamente por meio da melhor exposição dos produtos, cartela de cores, produção de moda, layout de araras, pontos focais”, diz Passos. 

De acordo com o profissional, por ter variedade de produtos e cartela de cores extensa, a preocupação é redobrada para fazer com que tudo se torne agradável. “Isso é bem trabalhado nas paredes onde utilizo duas, no máximo três cores, e o restante é trabalhado separadamente em outros equipamentos para que não haja poluição visual, já que as paredes são pontos mais vistos e que mais vendem.”

A loja apostou recentemente em uma vitrine de primavera sensorial, cenográfica, com o tema piquenique, que segundo Passos gerou resultados imediatos. Outra aposta é o cross merchandising – técnica de cruzar no ponto de venda os produtos com relação direta, como cintos que combinam com determinadas peças de roupas. “É um trabalho artístico e técnico ao mesmo tempo. Temos clientes que acompanham a marca há mais de 20 anos, e isso é uma prova de que estamos no caminho certo e de que os clientes e nós temos a mesma visão. O visual, o produto e o preço são fatores que mantêm o cliente. O visual merchandising vende.”


Marcia Pino, especialista em visual merchandising: “o olfato é tão importante que digo que ficamos em um lugar feio, mas não ficamos em um ambiente que cheira mal”

Para a instrutora de visual merchandising da Escola de Negócios da ACIM, Marcia Pino, trabalhar a identidade visual no ponto de venda significa reforçar a imagem da marca, criando uma atmosfera que torna a jornada do consumidor intuitiva e gera experiência. De acordo com ela, essa estratégia serve para qualquer tipo de negócio com ponto físico e produto. 

O visual merchandising deve se apoiar na identidade visual para ser preparado, o que inclui considerar cores, design, tipografia, entre outros. Então é preciso explorar os sentidos para ser lembrado pelo consumidor. Aliando alguns, como a visão com disposições harmônicas, audição com músicas selecionadas e olfato, um dos que mais provocam memórias emocionais únicas, é possível obter um ponto de venda que favorece as compras. 

“O olfato é tão importante que digo que ficamos em um lugar feio, mas não ficamos em um ambiente que cheira mal. E o cheiro deve ser exclusivo. Não adianta usar o mesmo de outra empresa, porque é dela que o cliente vai lembrar”, diz Marcia. 

A arquitetura também é importante nesse tipo de ação. Marcia conta que já se deparou com araras de 2,20 metros, prejudicando sentidos como visão e tato, porque dificultam o acesso ao cliente.